Maioria dos servidores aceita proposta de receber reajuste em 2 parcelas

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Maioria dos servidores aceita proposta de receber reajuste em 2 parcelas

No total, 13 sindicatos concordaram em receber o reajuste salarial em duas parcelas


Após seguidas reuniões, ontem, representantes de 13 sindicatos de servidores estaduais decidiram aceitar a última proposta do governo da Bahia de divisão salarial linear de 6,5% pelo índice inflacionário de 2014. A decisão foi tomada em plenária promovida pela Associação dos Funcionários Públicos do Estado (Afpeb) e Federação dos Trabalhadores Públicos da Bahia (Fetrab). Os sindicalistas concordaram em receber o reajuste salarial em duas parcelas. No entanto, alguns sindicatos que não participaram da decisão da plenária já se manifestaram contra a decisão. Um novo encontro está marcado para hoje, com o objetivo de que a primeira parcela seja paga já na folha deste mês.  
Os sindicalistas presentes concordaram em receber 3,55% retroativo a março e o restante, 2,91%, em novembro. Durante a plenária, o diretor do Sindicato dos Fazendários (Sindsefaz), Joaquim Amaral, apresentou um estudo do impacto que o reajuste terá na folha de pagamentos do estado. Segundo Amaral, a gestão passada havia previsto usar R$ 300 milhões para pagar o reajuste linear do funcionalismo em 2015, mas o índice de 6,41% da inflação abortou a previsão, pois elevaria os gastos para R$ 800 milhões. 
Desde o final do governo passado que a AFPEB, conjuntamente com a Fetrab e outras entidades representativas do funcionalismo público estadual, buscou contato com o governo para apresentar a posição da categoria quanto às questões salariais de 2015. As entidades definiram como pontos principais para a negociação o reajuste linear em janeiro, mantendo a data-base do reajuste, sem parcelamento do percentual de aumento dos salários e proventos dos servidores. As reivindicações foram encaminhadas a Rui Costa e, a partir daí, as reuniões foram iniciadas.
Na tarde de ontem, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) se posicionou de forma contrária à decisão e ainda reafirmou a proposta dada de garantia do reajuste linear de 6,41% mais aumento salarial de 8,75% retroativos a janeiro, mês da data-base da categoria. “Somos totalmente contra essa decisão e amanhã (hoje) faremos uma paralisação na rede estadual e concentração na Praça do Campo Grande, a partir das 15 horas. É o Dia em Defesa da Educação Estadual e Dia Nacional de Mobilização das Centrais Sindicais por uma educação digna. Vamos fazer um calendário de lutas para pressionar o governador a pagar nosso reajuste”, disse Rui Oliveira, coordenador geral da APLB, anunciando outra paralisação para o próximo dia 24, data do aniversário do sindicato e de luta pelo cumprimento da Lei do Piso Nacional e do atendimento às reivindicações da campanha salarial 2015. 
A mesma posição foi tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde da Bahia (Sindsaúde-Ba) e o Sindicato dos Médicos no estado (Sindimed-BA). De acordo com nota enviada à imprensa, “está mantida a posição deliberada pelos servidores da saúde em assembleia, de paralisação de 24h com manifestação nesta quarta-feira (15).
A concentração será na Assembleia Legislativa com caminhada até a Governadoria, a partir das 9h”. Para os trabalhadores, o percentual é “insatisfatório para repor as perdas inflacionárias além do anúncio de cortes de remuneração  (insalubridade), a precariedade das condições de trabalho e o aprofundamento da privatização dos serviços públicos de saúde”. O Sindsaúde-BA vai realizar nova assembleia dos servidores da Sesab na próxima sexta-feira, no auditório do Sindicato dos Bancários, quando a categoria definirá os rumos do movimento. Já os médicos devem marcar uma data para nova assembleia.


Fonte:Tribuna da Bahia

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